quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Vamos aprender um pouco mais sobre a CULTURA SURDA?


Cultura surda é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de se torná-lo acessível e habitável ajustando-os com as suas percepções visuais, que contribuem para a definição das identidades surdas e das “almas” das comunidades surdas. Isto significa que abrange a língua, as idéias, as crenças, os costumes e os hábitos de povo surdo. 

Segundo PERLIN, 2004, p. 77-78 as identidades surdas são construídas dentro das representações possíveis da cultura surda, elas moldam-se de acordo com maior ou menor receptividade cultural assumida pelo sujeito. E dentro dessa receptividade cultural, também surge aquela luta política ou consciência oposicional pela qual o individuo representa a si mesmo, se defende da homogeneização, dos aspectos que o tornam corpo menos habitável, da sensação de invalidez, de inclusão entre os deficientes, de menos valia social.

Então podemos entender que a comunidade surda de fato não é só de sujeitos surdos, há também sujeitos ouvintes, membros de família, intérpretes, professores, amigos e outros, que participam em compartilham os mesmos interesses em comuns em uma determinada localização.


Curiosidade: Quantos Surdos há no Brasil? 

 A população surda global está estimada em torno de quinze milhões de pessoas (Wrigley, 1996, p. 13), que compartilham o fato de serem linguística e culturalmente diferentes em diversas partes do mundo. No Brasil, estima-se que, em relação à surdez, haja um total aproximado de mais de cinco milhões, setecentos e cinquenta mil casos (conforme Censo Demográfico de 2000), sendo que a maioria das pessoas surdas utiliza a língua brasileira de sinais (LIBRAS).” (Karnopp, 2008, p. 16, Manual da disciplina de Libras EDU 3071 - digitalizado)
 

Comunidade surda do brasil. Disponível em: <http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/libras/unidade1/comunidade_culturasurda.htm> Acesso em 14 de Agosto de 2014.
Você sabe a diferença entre a Língua Portuguesa e Linguagem Brasileira de Sinais? Então leia esse artigo e fique sabendo agora mesmo!


Libras: é uma língua visual-espacial; baseada nas experiências visuais das comunidades surdas, mediante as interações culturais surdas; apresenta uma sintaxe espacial incluindo os chamados classificadores; utiliza a estrutura de foco por meio de repetições sistemáticas; utiliza as referências anafóricas por intermédio de pontos estabelecidos no espaço que exclui ambiguidades; não tem marcação de gênero; atribui um valor gramatical às expressões faciais; coisas que são ditas nas línguas de sinais não são ditas usando o mesmo tipo de construção gramatical da língua portuguesa. Assim, há vezes que uma grande frase é necessária para dizer poucas palavras em uma ou outra língua; a escrita não é alfabética.

Língua portuguesa: é uma língua oral-auditiva; baseada nos sons; usa uma sintaxe linear, utilizando a descrição para captar o uso de classificadores; este processo não é comum na Língua Portuguesa; utiliza referências anafóricas, mas algumas frases apresentam ambiguidade; o gênero é marcado a ponto de ser redundante; atribuir um valor gramatical às expressões faciais não é considerado como relevante, apesar de poder ser substituído pela prosódia; a escrita é alfabética.

No ensino comum, a Língua Portuguesa para surdos vem sendo ministrada inadequadamente, num contexto de metodologias que consideram o Português como língua materna, não considerando as especificidades do processo de ensino de uma língua oral-auditiva a um usuário de uma língua visual-espacial. Isso leva a um alto índice de fracasso. Isso se deve, em parte, a uma formação deficiente dos professores, em que faltam: conteúdos curriculares de Língua Portuguesa nos cursos de Pedagogia; conhecimentos relativos à diferença entre metodologias de ensino de Língua Portuguesa como primeira e como segunda língua; conhecimentos das metodologias de ensino de línguas.
 
 O aprendizado da Língua Portuguesa se constitui em realidades diferentes para alunos surdos e ouvintes. Apesar de decodificarem a Língua Portuguesa, os surdos têm dificuldades de compreensão de textos lidos. As práticas de letramento a que os surdos foram submetidos não privilegiam a leitura, mas o oralismo. Este tinha como objetivo integrar os surdos à comunidade ouvinte por meio do desenvolvimento da expressão oral. Os resultados negativos da filosofia oralista, aliado à divulgação de estudos sobre a Língua de Sinais, levam à mudança no enfoque educacional: a introdução dos sinais no ensino de surdos, sob a perspectiva da Comunicação Total. A surdez não é mais vista como patologia, nem o surdo como um doente.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Disponível em:
<http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/13504/as-diferencas-entre-libras-e-lingua-portuguesa#!2#ixzz3AMJ3t2rU> Acesso em 14 de Agosto de 2014.
Olá Leitores *

Dessa vez vamos falar sobre um assunto muito interessante a comunidade surda e o ensino de LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais). As comunidades surdas estão espalhadas pelo país, e como o Brasil é muito grande e diversificado, as pessoas possuem diferenças regionais em relação a hábitos alimentares, vestuários e situação socioeconômica, entre outras. Estes fatores geraram também algumas variações linguísticas regionais. A LIBRAS é uma Língua de modalidade gestual-visual. Tem como canal ou meio de comunicação movimentos gestuais e expressões faciais, é considerada a língua natural dos surdos. As línguas de sinais são diferentes nos diferentes países.

Boa Leitura!


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Olá leitores * 

Você já se perguntou para onde o lixo vai depois que sai da sua residência? Bem, na melhor das hipóteses ele vai para um aterro sanitário. Então, vamos entender o que é um aterro sanitário?

O Aterro Sanitário é um aprimoramento de uma das técnicas mais antigas utilizadas pelo homem para descarte de seus resíduos, que é o aterramento. Modernamente, é uma obra de engenharia que tem como objetivo acomodar no solo resíduos no menor espaço prático possível, causando o menor dano possível ao meio ambiente ou à saúde pública.




Como se faz um aterro sanitário? 

Primeiro é necessário escolher o local e obter um estudo dos possíveis impactos ambientais que o aterro pode causar para aquela região. Após o estudo o solo é perfurado até o lençol freático para verificar se não é arenoso demais e calcular o limite da escavação: o fundo não pode ficar a menos de 2 metros do lençol, se tudo estiver dentro das normas pode-se começar as escavações.  Os tratores compactam a terra do fundo do buraco. Sobre o solo compactado é colocada uma espécie de manta de polietileno de alta densidade e, sobre ela, uma camada de pedra britada, por onde passam os líquidos e gases liberados pelo lixo. A cada 5 metros de lixo é feita uma camada de impermeabilização. Para drenar o percolado (líquido que sai do lixo misturado à água da chuva) a cada 20 metros são instaladas calhas de concreto, que levam a mistura até a lagoa de acumulação. Em algumas cidades é obrigatório a criação de um cinturão verde de pelo menos 50 metros de largura ao redor do aterro, com vegetação nativa. Os gases soltados pelo lixo são captados por uma rede de tubos verticais cheios de furinhos. Por esses canos, os gases sobem e chegam à superfície do aterro. Alguns gases são recolhidos em tambores e outros são liberados na atmosfera. Os Engenheiros calculam que cada metro cúbico de lixo pesa cerca de 0,6 tonelada. Cada camada do aterro tem 5 metros de altura: 4 metros de lixo e 1 metro de terra, brita e a manta de polietileno. Em cidades pequenas, o limite é de três camadas, mas nas metrópoles elas chegam a 20m. Quando o aterro esgota sua capacidade, é preciso fechá-lo. A maior parte deles dá origem a áreas verdes de conservação. Como o gás e o percolado continuam sendo gerados por pelo menos 15 anos, não se recomenda que o terreno seja usado para construções.
  A título de curiosidade: um aterro sanitário pode chegar a uma altura de 100m! 


Qual a diferença entre um aterro sanitário e um aterro controlado? 



O aterro controlado é uma tentativa de transformar lixões em aterro. Primeiro, procura-se isolar a área de um antigo lixão com uma cobertura de manta plástica impermeável, para evitar que a água da chuva carregue mais chorume para os lençóis freáticos, e depois cria-se uma cobertura de terra com grama para não atrair animais que podem transmitir doenças. Constroem-se chaminés para liberar os gases e se tenta captar o chorume por bombeamento, levando-o para cima da pilha de lixo. Dessa forma, diminui-se a eventual contaminação dos lençóis freáticos.
As laterais são revestidas com um plástico bem espesso, da mesma forma que um aterro sanitário. No entanto, muitos dos aterros controlados não apresentam a impermeabilização do terreno, nem tratamento do chorume e dos gases produzidos. A vantagem de um aterro controlado é o baixo custo, mas se ele não for bem feito, o aterro controlado pode se tornar um novo lixão.


Referências:
Manual de gerenciamento de resíduos sólidos. 
Aterro sanitário. Disponível em <http://www.cetesb.sp.gov.br/mudancas-climaticas/biogas/Aterro%20Sanit%C3%A1rio/21-Aterro%20Sanit%C3%A1rio> Acesso em 16 de julho de 2014.

terça-feira, 29 de abril de 2014

VAMOS ENTENDER UM POUCO MAIS SOBRE  A EDUCAÇÃO BÁSICA NACIONAL?


Assista ao vídeo e entenda de forma simples o funcionamento da Lei de Diretrizes e Bases da educação. A LDB orienta os rumos da educação brasileira e organiza a educação básica, a atual LDB é considerada um avanço porque dá liberdade para que cada estabelecimento de ensino se organize da forma possível para atender a escola de acordo com as suas necessidades. Bons estudos!


EDUCAÇÃO CONTRA A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
Um projeto com o intuito de alertar e conscientizar os alunos sobre a exploração do trabalho infantil.




O Ceará é o 15º estado em trabalho infantil do Brasil, segundo dados do Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE), com base no censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De um total de 847.465 crianças cearenses, 58.825 entre 10 e 14 anos trabalham. O número equivale a 6,94% das crianças do Ceará, diz o MPT. Preocupada com esses altos percentuais a Escola de Ensino Fundamental Desembargador Pedro de Queiroz, situada no centro do município de Beberibe, desenvolveu um projeto chamado "Educação contra a exploração do trabalho da criança e do adolescente" nesse ano de 2014. O projeto foi desenvolvido pelo Prof.º Marcelino Silva e realizado na escola em parceria com a coordenadoria e os demais professores, o objetivo do projeto é conscientizar os alunos e a sociedade que as crianças e os adolescentes devem brincar e estudar, trabalhar apenas na fase adulta. Durante seis meses foram realizadas doze aulas específicas sobre a exploração do trabalho infantil, nessas aulas os alunos receberam informações e conteúdos sobre o tema central e foram propostas diversas atividades, ao final do projeto foi realizada uma exposição e os trabalhos foram apresentados na escola pelos alunos com a participação da população. Os resultados obtidos pela escola foram extremamente positivos, os alunos foram conscientizados dos malefícios de trabalhar antes do tempo e puderam repassar para a comunidade todo o conhecimento que eles tinham adquirido durante o projeto. 


Quer saber um pouco mais sobre a escola Desembargador e os outros diversos projetos em andamento? Então visite o blog: <http://desembargadorpedrodequeiroz.blogspot.com.br/>

Dados estatísticos disponíveis em <http://g1.globo.com/ceara/noticia/2012/06/ceara-e-o-15-estado-em-indice-de-trabalho-infantil-diz-mpt.html> Acesso em 29 de abril de 2014.

segunda-feira, 28 de abril de 2014


Olá leitores! Assisti a um documentário muito interessante sobre a educação brasileira "Pro dia nascer feliz" e diante de tantos problemas no sistema educacional brasileiro me veio a seguinte concepção:

Será que um dia a educação será vista com bons olhos no nosso país? Vivemos um verdadeiro caos na educação brasileira, escolas sem estrutura para funcionarem, professores desmotivados e alunos reprimidos por sua condição social. Os extremos da sociedade são assustadores, de um lado temos uma completa falta de estrutura educacional e de outro temos educação de qualidade oferecida apenas para uma pequena parcela da população.  

A rede pública de ensino enfrenta diariamente uma série de problemas. A estrutura das escolas que muitas vezes não possuem sequer coleta de esgoto e água encanada e potável para o consumo, professores desmotivados e que subestimam a capacidade de seus alunos e estudantes sem perspectiva de futuro, sem sonhos, sem objetivos, sendo esmagados e oprimidos diariamente pela sociedade. 

“O papel do professor na sociedade é muito importante, só que ninguém dá importância.” Prof.ª Celsa. De fato essa frase me intrigou muito, como o professor pode ser tão desvalorizado e desrespeitado no Brasil? Infelizmente o educador perdeu a sua dignidade, ele tem que suportar muitas coisas na sala de aula e o desgaste físico e mental é muito grande. Os alunos precisam de acompanhamento, tanto dos pais quanto da escola, o seu comportamento é reflexo dos problemas a que estão submetidos no dia a dia. A violência que toma conta do país, chegou a realidade escolar, existem muitos casos de briga e até morte, as vítimas tem seus sonhos e sua vida interrompida friamente, em um lugar onde se deveria buscar um futuro melhor, nos deparamos com a triste realidade violenta.

A verdade é que todos nós já estamos acostumados a ouvir problemas sobre a educação brasileira, mas ninguém faz nada. Diante desses diversos impasses, a escola deveria ser repensada, o modelo de escola que temos atualmente não funciona mais, é preciso repensar a educação e propor uma nova forma de ensinar, com intenção de mudar a realidade dos jovens e transformar a atual realidade social em que estão inseridos.


Documentário "Pro dia nascer feliz". Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=aHLCX8SYaeM> Acesso em 28 de abril de 2014.